Teatro
sábado, 19 de junho de 2010
A visão da beleza e da inteligência
Burrice é a pior das cicatrizes. Inteligência, por sua vez, torna qualquer pessoa iluminada.Será que alguém trocaria neurônios por beleza? Tá bom, a aparência conta muito no jogo da sedução e na conquista de um emprego. Todos tratam melhor os magros e lindos nesse mundinho que vivemos.
Toda pessoa inteligente é bonita, não importa seu aspecto físico.
Logo, não tem cabimento abandonar uma especialização porque já alcançou o cargo desejado. É rara uma pessoa inteligente que não seja cativante.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Entrevistas
Entrevista com Roberto Morais: Ele é professor e diretor teatral.
Como você define o teatro?
Considero o teatro como uma das formas de expressões artísticas que busca atender o homem na sua necessidade de expressão de forma integral, sem perder de vista o seu referencial teórico, de interferência na sociedade, como agente de transformação.
Quando e como o teatro entrou na sua vida?
Quando adolescente fazendo parte do grupo de teatro da ETFERN em 1974.
Cite uma qualidade e um defeito seu enquanto professor de teatro.Se eu elencar algumas qualidades e defeitos que considero ter, isso ainda não seria uma verdade absoluta, tendo em vista que é algo relativo. Mas posso dizer que amar o teatro é uma qualidade, e quanto aos defeitos tenho quase que certeza que seria a ordem e a disciplina, em geral os alunos comentam, mas é necessário para um bom resultado.
Entrevista com Etty Fraser: atriz de teatro.
Como você acompanhou as várias fases do teatro, do cinema e da televisão brasileira, você pode dizer quais as mudanças que ocorreram nesses veículos de entretenimento se compararmos presente/passado?
É tão difícil. Primeiro que no passado, quando eu comecei a fazer teatro tinha 4 ou 5 teatros. A Escola de Arte Dramática só foi fundada em 48. Éramos poucos atores e poucos teatros. De repente houve uma enxurrada de escolas de teatro. Atores se formando e não tendo onde trabalhar. Qualquer lugar virou teatro. Esses dias eu estava lendo na revistinha “Off” tinha umas 80 peças em cartaz. A mudança que teve foi essa. O campo de trabalho de expandiu. Hoje em dia, vou te explicar, se você resolve produzir uma peça, você tem que ter um ator da Globo. Tendo um ator da Globo você tem quem patrocine seu projeto. Se você simplesmente for um ator de teatro bom, não significa nada. A televisão... tinha a Tupi em primeiro lugar, tinha a Manchete, Globo. As novelas que a Tupi fazia, novelas do Geraldo Vieter eram novelas muito naturalistas, depois que começaram a passar só no Rio de Janeiro. Hoje há um excesso de Rio de Janeiro. Você vê que agora fazem novelas em cidades do interior e funciona tão bem. Os costumes, as pessoas, os jovens mudaram, né? Então a televisão foi mudando de acordo com as mudanças que aconteceram. Foram normais.
Você acha que as pessoas perderam a paixão pelo teatro?
Não é que perderam a paixão, a maioria dos atores jovens, que vem conversar com você, falar sobre teu passado, eu digo que eles precisam começar pelo teatro. Teatro é a coisa mais importante, o resto é supérfluo. Eles não querem, eles querem ser capa de revista. Você conta alguns que são bons atores, você vê que esses vão adiante, porque outros, são bons atores de televisão. O teatro é a base de tudo. O jovem que quer começar tem que ser através do teatro e eles não querem, querem começar logo pela televisão.
Entrevista com Pedro Cardoso: ator da Globo.
Você se considera um ator de teatro, de cinema ou de TV?
Me considero um ator de teatro que trabalha em televisão com enorme prazer pela circunstância da história da televisão no Brasil. A televisão no Brasil tem uma importância enorme e ela é assistida por uma multidão. Cada vez que faço “A Grande Família”, 60 milhões de pessoas me assistem. Isso é um prazer sem fim e uma responsabilidade muito grande também.
Porque você é contra a nudez no Teatro, na TV e no Cinema?
É uma questão de estética, ética e por fim moral. Mas ela é primeiro uma questão de estética e de eficiência narrativa. Acredito que a nudez provoca uma crise na narrativa. Você conta uma história em que uma atriz está criando na pessoa dela a ilusão de um personagem. Quando esta atriz fica pelada, eu paro de ver o personagem e vejo a pessoa. É o peito da Júlia Roberts que estou vendo se ela ficar pelada. Eu não vejo o seio da personagem. A atriz fica reduzida à sua fisicalidade. Isso cria um degrau na narrativa que distrai o público da história. Joga o público em um enfrentamento com os seus anseios sexuais. Então ao fazer a peça e o filme “Todo Mundo tem Problemas Sexuais” eu falei com o Domingos Oliveira: não vamos fazer cenas de nudez, porque vai atrapalhar a comicidade, vai distrair o público da narrativa. Acho que eu estava certo. Isso é o aspecto estético. Ao refletir sobre isso, percebi que havia uma questão ética embutida nisso. É que eu não queria que o meu filme fosse tomado como esses filmes brasileiros de pornochanchada, porque o nome induz a isso. Me ocorreu fazer um manifesto e dizer que as atrizes brasileiras estão sendo subjugadas por uma pornografia disfarçada de entretenimento. Escrevi longamente sobre isso em um blog que está publicado na internet. Escrevi 80 páginas e realmente me dediquei a isso. Eu não acho que esse seja o único assunto fundamental da nossa vida artística, mas ele é um assunto importante. A pornografia estar disfarçada de entretenimento é um dado importante do nosso tempo e da nossa sociedade.
Você enxerga uma tendência de adaptação das peças para o cinema no Brasil?
O cinema americano foi feito porque antes dele a sociedade americana havia produzido uma enorme literatura. Cerca de 90% dos filmes americanos são baseados na literatura americana. A literatura americana inundou o cinema americano com um manancial de excelentes idéias. Então o Brasil começar a adaptar a sua literatura para o cinema é um caminho maravilhoso para o Brasil, seja ela baseada em teatro ou no romance.
terça-feira, 1 de junho de 2010
A visão filosófica do teatro

Gregos eram os sábios do mundo e gostavam de demonstrar o conhecimento que tinham da forma mais prática possível para a aprendizagem. O teatro para os gregos era uma forma de reproduzir caricaturas sobre os eventos da vida, de passar suas ideias filosóficas e questionamentos sobre os valores, política, religião e sentimentos humanos.
"Apesar dessas pulsões do irracional (há um célebre ensaio do helenista E.R. Dodds sobre isso), foi inegável o impacto do pensamento racionalista sobre a sociedade grega em geral, ajudando-os a superarem o domínio dos mitos pelo domínio da razão."
quarta-feira, 26 de maio de 2010
A narração e a dramatização

A narração consiste em arranjar uma seqüência de fatos na qual os personagens se movimentam num determinado espaço à medida que o tempo passa. A narrativa é centrada num conflito vivido pelos personagens. Diante disso, a importância dos personagens na construção do texto é evidente. Tendo assim um protagonista (personagem principal) e um antagonista (personagem que atua contra o protagonista, impedindo-o de alcançar seus objetivos). Há também os adjuvantes ou coadjuvantes, esses são personagens secundários que também exercem papéis fundamentais na história.
Dramatização é a atuação (no sentido de se atuar como ator ou atriz) que se faz sobre uma historia e é adaptado ao teatro (hoje tambem pode-se dizer que é adaptado ao teatro, ao cinema e tambem a televisao ou qualquer midia que envolva atuação).
domingo, 23 de maio de 2010
O teatro no Brasil
Um hiato de dois séculos separa a atividade teatral jesuítica da continuidade e desenvolvimento do teatro no Brasil. Isso porque, durante os séculos XVII e XVIII, o país esteve envolvido com seu processo de colonização (enquanto colónia de Portugal) e em batalhas de defesa do território colonial. Foi a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, que trouxe inegável progresso para o teatro, consolidado pela Independência, em 1822.
O ator João Caetano formou, em 1833, uma companhia brasileira. Seu nome está vinculado a dois acontecimentos fundamentais da história da dramaturgia nacional: a estreia, em 13 de março de 1838, da peça Antônio José ou O Poeta e a Inquisição, de autoria de Gonçalves de Magalhães, a primeira tragédia escrita por um brasileiro e a única de assunto nacional; e, em 4 de outubro de 1838, a estreia da peça O Juiz de Paz na Roça, de autoria de Martins Pena, chamado na época de o "Molière brasileiro", que abriu o filão da comédia de costumes, o gênero mais característico da tradição cênica brasileira.
Teatro e a vida
No dicionário a palavra teatro denomina-se :edifício onde se representam obras dramáticas, óperas e etc. a arte de representar ou de compor obras teatrais.
Bom, esse é o significado da palavra teatro, mas vai além disso, fazer teatro , é ultrapassar barreiras que até então parecem ser intransponíveis, é Ter o dom de deixar-se, e dar lugar a outro.
Muitas pessoas não acreditam, mas desde crianças são notáveis as expressões teatrais, teatro não é só o Ato de pegar um texto e interpretá-lo, mas também, todos os gestos, expressões corporais, caras e bocas, que fazemos quando crianças, exemplo : pedir algo aos pais. tudo isso é teatro, tudo isso é interpretação, que fazemos sem ao menos conhecer o que é teatro.
Sendo assim, teatro não se limita somente à interpretações e encenações de textos, mas também a quaisquer formas de expressão ou até mesmo comunicação. A vida que nos cerca está repleta de arte, é só prestarmos bem atenção, e veremos que somos grandes artistas!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
A origem do teatro.

Atenas é considerada a terra natal do teatro antigo, e, sendo assim, também do teatro ocidental.
"Fazer teatro" significava respeitar e seguir o culto a Dionisio.
O período entre os séculos 6 a.C. e 5 a.C. é conhecido como o "Século de Ouro". Foi durante esse intervalo de tempo que a cultura grega atingiu seu auge. Atenas tornou-se o centro dessas manifestações culturais e reuniu autores de toda a Grécia, cujos textos eram apresentados em festas de veneração a Dioniso.